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09/03/2009 - SPTV 2a. Edição |
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Assunto: Novo serviço do HGIS |
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SP tem 18 vítimas oficiais de abuso sexual por dia |
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Os vítimas que chegam ao Hospital Pérola Byington, um dos cinco hospitais referência no atendimento a esse tipo de violência, é apenas um décimo das que sofrem a agressão.
Todos os dias, 18 vítimas de abuso sexual chegam a um dos cinco hospitais estaduais que são referência no atendimento a esse tipo de violência. E o número de pacientes que buscam ajuda no Pérola Byington, é apenas um décimo dos que sofrem a agressão.
Vergonha, medo, culpa e dor, é o que sentem as vítimas de abuso sexual. "Falaram que não iam fazer nada. Que iam só brincar um pouquinho. Eu dizia pelo amor de Deus para ele não fazer isso", conta uma vítima que não quis se identificar.
Foram 2.330 atendimentos no ambulatório de violência sexual do hospital Pérola Byington, no ano passado. A maioria menores de idade e quase metade das vítimas abaixo de 12 anos.
Os casos que chegam até os hospitais são apenas a ponta do iceberg. A maioria deles não é identificada. Só uma entre dez crianças vítimas de abuso sexual são atendidas pelo sistema de saúde, porque o assunto ainda é tabu na sociedade. De acordo com os especialistas, os agressores estão mais próximos de que se imagina. "Pai e padrasto pela estatística brasileira e internacional seguido de avô, tio, enfim de pessoas que ou são do núcleo familiar ou são muito próximas desse núcleo e tem um acesso privilegiado a essa criança", afirma o ginecologista, Jefferson Drezett.
No caso da jovem, o rapaz era um conhecido da família. "Ele foi na minha casa, mandou flores para a minha irmã. Ele parecia ser uma pessoa boa", disse a vítima.
É preciso ficar atento às mudanças de comportamento da criança como: alterações no sono, queda brusca no rendimento escolar, voltar a fazer xixi na cama ou nas calças, medo inexplicável de ficar sozinho com adultos (estranhos ou com um adulto específico), brincadeiras agressivas com brinquedos ou pequenos animais, muito choro ou aversão a contato com outros e sexualidade exacerbada.
"A criança sim dá inúmeros sinais de alerta que nós ainda não estamos preparados para identificar, para reconhecer e dar o devido valor que esses sinais tem", afirma o ginecologista.
Assim que for identificado o abuso, o responsável pela vítima deve levá-la imediatamente ao médico e informar a agressão ao Conselho Tutelar. A Secretaria de Saúde acaba de ampliar o atendimento hospitalar às vítimas de violência sexual. A partir desta semana os hospitais de Cotia e Itapecerica da Serra passam a fazer parte da lista que já conta com o Pérola Byington, na capital, e com os hospitais Estaduais de Sorocaba e de Assis.
Link: http://sptv.globo.com/Jornalismo/SPTV/0,,MUL1035635-16576,00.html
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